segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Concurso Escolar “Alterações Climáticas e a Biodiversidade”


- Inscrições até 25 de Novembro -

No âmbito da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável 2005-2014, está a decorrer até ao dia 26 de Março, nas escolas do concelho, o concurso “Alterações Climáticas e a Biodiversidade”.

Subordinado ao tema “Alterações Climáticas e a Biodiversidade”, o concurso destina-se a todos os Agrupamentos de Escolas, envolvendo estabelecimentos do 1º ao 3º Ciclo da rede pública do Concelho e tem como principal objectivo sensibilizar alunos e professores para a problemática do desenvolvimento sustentável.

Os interessados podem concorrer a três categorias : cartazes; maquetes; filmes/ power point e fotografias, devendo as candidaturas serem apresentadas por escola, turma ou grupo até ao dia 25 de Novembro.

Os resultados dos trabalhos premiados serão divulgados até 12 de Abril e à escola vencedora em cada uma das categorias será atribuído um prémio em material didáctico até €1.500. Aos alunos premiados será ainda oferecida uma visita à Tapada Nacional de Mafra.

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Cascais, Agências Municipais Cascais Atlântico e Cascais Energia e Comissão Nacional da UNESCO. Conta ainda com o apoio da Tapada Nacional de Mafra.

Dominique de Villepin: "(...)com vista sobre a Baía de Cascais(...)"


Num quarto com vista sobre a Baía de Cascais, num dia cinzento e húmido, Dominique de Villepin, diplomata de carreira e ex-governante francês, falou sobre o seu empenho num novo diálogo com os franceses, inspirado na experiência de Barack Obama.

Veio a Portugal ao Festival de Cinema do Estoril, falar sobre política cultural, e não confessa claramente o desejo de se candidatar como alternativa a Nicolas Sarkozy, seu rival político de há muito, nas presidenciais de 2012, embora seja do mesmo partido, a UMP. Mas formou um clube que o levará a fazer um “tour de France” político nos próximos meses. A 28 de Janeiro, conhecerá a sentença do processo Clearstream, em que é acusado de não ter revelado que era falsa a lista de nomes de políticos que receberiam subornos de uma empresa luxemburguesa, a Clearstream, e onde estava o de Sarkozy.

Mal saiu do processo Clearstream começou a relançar a sua carreira política. Quer ser uma alternativa ao Presidente Nicolas Sarkozy?
A minha preocupação é alargar o debate político. Apesar da ambição de reforma do poder actual, é importante manter um olhar crítico. As intenções podem ser boas, mas os resultados fazem-se esperar. É importante ter propostas, uma visão crítica, debater a situação real e as preocupações dos franceses. O que quero é debater os grandes desafios para o futuro dos franceses e da França.

Que faria de diferente de Sarkozy?
Na política exterior, sempre fui um fervoroso defensor da independência da França, e nesse sentido opus-me ao regresso integral ao comando da NATO. Estou também convencido que, como ponto de partida de uma nova política para o Afeganistão, é preciso preparar um calendário de retirada. O envolvimento dos países ocidentais no Afeganistão é hoje entendido como uma força de ocupação e por isso não responde aos problemas afegãos.

Se bem entendo, não seria tão atlantista como Sarkozy?
Hoje o debate já não é saber se se é ou não atlantista, mas se se obtém resultados ou não. Hoje, querer boas relações com os Estados Unidos e com Barack Obama, que se situa nos antípodas da Administração Bush, é ser capaz de dizer a Obama um certo número de verdades que ninguém lhe diz…

Por exemplo?
Sobre o Afeganistão, por exemplo. É claro que a politica americana está num impasse. Não há soluções para o Afeganistão que passem por uma movimentação de tropas ou pela força militar. E no Médio Oriente precisamos de envolver toda a comunidade internacional para criar um Estado palestiniano, apesar das reticências de Israel. Hoje, ter uma relação transatlântica forte é ser capaz de ter um debate com os EUA, respeitoso mas com propostas. Não é bater-se contra os EUA, mas oferecer-lhe perspectivas de acção.

E isso é uma estratégia para a França ou para a Europa?
O combate da diplomacia francesa junta-se ao da diplomacia europeia. Se a Europa tem dificuldade em afirmar-se na cena internacional é porque tem falta de ambição. Claro que estamos divididos em 27 Estados, mas falta-nos ambição e visão. Mas se os EUA e o mundo não são capazes de avançar, é em parte porque a Europa não consegue assumir as suas responsabilidades.

Tem algum nome a propor para o novo Presidente da União Europeia?
É muito difícil, vê-se bem que os líderes europeus querem escolher alguém que não lhes faça concorrência. Alguém que seja o mais discreto possível. Do que temos necessidade é de um Presidente da Europa nomeado pelos cidadãos da Europa. É a única maneira de uma personalidade encarnar o destino da Europa…

Em eleições directas?
Sim. Penso que é o futuro da democracia europeia. O sufrágio directo obrigará quem for eleito a envolver-se mesmo nos problemas do mundo.

E em 2012, pensa seriamente candidatar-se em alternativa a Sarkozy?
Estamos a dois anos e meio das próximas eleições presidenciais em França, a única coisa que digo é que o meu empenho nos assuntos públicos não é negociável e que defenderei as minhas posições em sede nacional. Veremos que forma tomará esse compromisso. Ainda é prematuro posicionar-me para uma candidatura presidencial. O que é importante é o combate quotidiano pelas preocupações dos franceses.

E quer escutar sobretudo a direita francesa?
Não, insiro-me na tradição gaulista, que está para além das divisões partidárias, da direita e da esquerda. Na vida das nações há assuntos que ultrapassam as fronteiras partidárias.

E o que é ao certo o Club Villepin, que tem organizado verdadeiros comícios e estará por trás daquilo que é anunciado como a sua “volta à França”?
No combate político é preciso organização. Nos EUA, com a eleição de Obama, vimos como os meios tecnológicos mudaram a maneira de fazer política. A Internet permite criar debate de proximidade com os cidadãos, uma relação entre o político e o eleitor que antes não existia. Por isso lancei um clube que tem por vocação defender o modelo social francês, o modelo republicano, reunir as pessoas com as mesmas convicções, a nível nacional e local. Nos próximos meses, eu próprio terei a oportunidade de ir a todo o território nacional para falar com os cidadãos.

E que pensa do debate sobre a identidade nacional lançado pelo Governo?
É importante que não se torne um debate contra seja quem for, contra o imigrante, contra o estrangeiro. Deve ser um debate por – pelo pacto republicano, por um pacto social, por um pacto cultural. Gostaria que dele saíssem coisas concretas: como garantir a cada francês a reforma, o que quer dizer hoje ser republicano, o que é a educação, a saúde para todos. Desejava que saíssemos da ideologia para nos concentrarmos nas preocupações concretas de cada francês.

E acredita que o debate irá por aí?
É difícil, porque penso que este debate tem uma vocação ideológica. Mas, mesmo que tenha nascido mal encaminhado, é possível dar-lhe sentido, e pode ter utilidade.

Em França há uma onda de escândalos – em Portugal também. Que reflexão faz sobre este lado obscuro da política francesa?
Num cenário de crise económica e social é sempre fácil agitar as águas com casos, escândalos. É importante ter serenidade, evitar ceder à tentação do esgoto. Há uma grande parte artificial nisto tudo, de polémica, de frustração, de política suja. Precisamos de uma justiça séria, independente, capaz de fazer o seu trabalho sem intromissões do poder político.

Considera-se o arqui-inimigo de Sarkozy, ou acha que ele o considera assim?
[Suspiro fundo, alguns segundos de silêncio] Penso que não há fatalidade em política. A vontade é mais forte. No dia a seguir ao encerramento do processo Clearstream, disse que queria encarar Sarkozy com as mãos abertas porque acho que não devemos deixar o rancor, o ressentimento, dominar a política. Tive a necessidade de demarcar o tempo do processo, o tempo da justiça, do tempo da política. Quero voltar a página, olhar para o futuro. Acho que é muito importante fazer um verdadeiro debate com os franceses. Não se faz política contra alguém, faço politica pelos franceses, para servir os franceses e servir o interesse nacional.

Francis Ford Coppola: «Tetro foi o meu filme mais pessoal»


Francis Ford Coppola está na 3ª edição do Estoril Film Festival, onde «Tetro» fez a antestreia portuguesa a noite passada. O realizador norte-americano irá conversar com o público nas duas projecções, mas já este domingo confessou que o seu último filme é também provavelmente o mais pessoal.

«Todos [os filmes] têm um toque familiar. Tetro tem uma estrutura familiar semelhante à minha. E, provavelmente, foi sim [o mais pessoal]. Mas não é totalmente autobiográfico. Muitos dados são pura ficção: o meu pai não era nada assim», admitiu Coppola esta tarde em conferência de imprensa no Centro de Congressos do Estoril.

«Tetro» é a personagem principal de uma família que vive a desagregação que não ultrapassa a rivalidade entre os seus membros. «Todas as famílias têm este tipo de pessoas, uns com mais sucesso, outros com menos», disse Coppola explicando um filme onde o realizador-argumentista-produtor assume que «tudo foi feito com risco» e que considera «muito bonito».

Um dos riscos que lhe foi apontado foi ter escolhido Vincent Gallo para o elenco. Coppola garantiu que acertou em cheio. «Toda a gente disse que o Gallo é maluco e isto e aquilo. Ele foi espectacular e inteligente, fez sugestões, fez sempre o que eu pedi ¿ perguntava-me como eu queria e só depois sugeria se não seria melhor de outra forma: gosto disso num actor. Acho que ele tem um sentido de humor especial que as pessoas tomam como estando a falar a sério», esclareceu a respeito do actor eleito para ser «Tetro».

domingo, 8 de novembro de 2009

EXTRA-FUN: FUNCIONÁRIOS DA CAMÂRA DE PORTIMÃO



O vídeo foi publicado no YouTube a 18 de Outubro, o número de visualizações já chegou quase aos 55 mil e não pára de aumentar. Não, não são um grupo de música com um videoclip badalado, nem nenhum workshop de faça você mesmo. É tão simplesmente, o Hino dos Funcionários realizado por um grupo de 17 trabalhadores do Departamento Técnico de Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal de Portimão.

Portugal no seu melhor....

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cascais compra produtos ecológicos para reduzir CO2

A partir de 2010, a Câmara Municipal de Cascais vai passar a comprar apenas produtos que sejam ambientalmente sustentáveis, de forma a reduzir a libertação de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

Representada pela agência municipal Cascais Energia, a autarquia de Cascais vai aliar-se a um projecto europeu da "Climmate Alliance", uma organização internacional de combate às alterações climáticas, com o princípio fundamental de adquirir produtos ecológicos que sejam "amigos do ambiente e que reduzam a emissão de CO2".

"Não faz sentido continuarmos a comprar produtos da Ásia, que até podem ser mais baratos, mas que não são amigos do ambiente", disse à agência Lusa o administrador da Cascais Energia, João Dias Coelho.

Estabelecendo como premissas a qualidade do produto, a sua durabilidade e coesão social, a autarquia de Cascais só irá comprar equipamentos e produtos que correspondam a exigências ambientalmente sustentáveis, referindo-se a produtos que vão desde lâmpadas LED ("light emitting diodes") a equipamentos informáticos.

"Ao unirmo-nos a este projecto estamos a colocar Cascais numa posição importante dentro do conjunto de países europeus onde o projecto já está inserido, além de que incentivamos a redução de custos e contribuímos para a redução de CO2, o nosso principal objectivo", concluiu João Dias Coelho, adiantando ainda que o município de Torres Vedras está também interessado em participar no projecto.

Coordenado pelo Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais de Nível Local (ICLEI), este projecto da "Climatte Alliance", que já existe em vários países da Europa, como Inglaterra, Espanha, Grécia e Itália, chega agora a Portugal, nomeadamente ao concelho de Cascais, que se assume como "um concelho orgulhoso por se preocupar e contribuir para a melhoria do ambiente"

De acordo com o presidente da Cascais Energia e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, a adesão a este projecto é o "reforço de um compromisso da empresa com as preocupações que existem a nível de alterações climáticas".

"O nosso compromisso é reduzir a emissão de CO2, que é uma obrigação e uma urgência", acrescentou o responsável, sublinhando, no entanto, que "ainda há muito por fazer a nível ambiental".

A "Climate Alliance" visa promover a redução contínua das emissões de CO2 ao ritmo de 10 por cento a cada cinco anos.

Até 2030 as cidades e os municípios aderentes comprometem-se a reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa a um nível sustentável de 2,5 toneladas de CO2 por habitante ao ano, implementando medidas de uso racional de energia e promovendo o uso de energias renováveis.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Estoril Portugal XPD Race em Novembro


O concelho do Estoril recebe de 8 a 14 de Novembro a terceira edição do mundial de Corridas de Aventura: o Estoril Portugal XPD Race.

O inicio da prova tem lugar nos Jardins do Casino Estoril, levando os atletas a percorrer algumas reservas ecológicas portuguesas como o Parque Natural Sintra-Cascais, a Serra de São Mamede, o Tejo Internacional, a Serra da Estrela ou a Serra de Aire e Candeeiros.
Na edição deste ano o Estoril Portugal XPD aumenta o grau de dificuldade e põe à prova a orientação, a resistência, a estratégia e a destreza das equipas ao longo de cinco etapas, onde são prestadas provas em percursos pedestres, de BTT, canoa, escalada, natação, mergulho em apneia, surf e patins em linha.

A competição deste ano, que conta com a participação de quatro equipas portuguesas tem a participação de 58 equipas de 26 países que irão percorrer 900 km em 120 horas e terá transmissão directa no site http://www.portugalxpdrace.com/.

Quem quiser inscrever-se também pode fazer no site, este ano em que o meio ambiente está em foco, aqui está uma actividade excelente para participar!

Check Out ao vivo no Casino Estoril até sábado


O Casino Estoril está a acolhe até ao próximo sábado um ciclo de actuações dos Check Out, que se apresentam ao vivo no Du Arte Lounge à noite, até ao próximo sábado.
A banda é composta pela vocalista Carla Ribeiro, Luís Moreno, na guitarra; Nuno Correia, no baixo; Nuno Rodrigues, nas teclas; e Luís Bento, na bateria.

O grupo vai interpretar ao vivo diversos covers de êxitos da pop, do rock e do soul, segundo o baixista Nuno Correia.

Ainda segundo o músico, a banda apresentará uma actuação marcada por dois momentos. No primeiro, são interpretados «temas mais envolventes», ao passo que no segundo são apresentados «registos mais dinâmicos».

O público vai poder contar com uma retrospectiva de êxitos de Tina Turner, aos quais se juntam temas de de Amy Winehouse, Norah Jones ou Joss Stone.

A partir desta terça-feira e até quinta-feira, a banda sobe ao palco às 22:30 e às 00:15. Na sexta-feira e no sábado, as actuações têm início previsto para as 23:00 e para as 01:30.

A entrada é gratuita.