Mostrar mensagens com a etiqueta historia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta historia. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Vinho de Carcavelos com Confraria
A Câmara Municipal de Oeiras deu mais um passo no sentido de dar continuidade histórica ao vinho de Carcavelos, mantendo a respectiva produção e promovendo a sua comercialização nacional e internacional.
Com o objectivo de dar início à comercialização do vinho licoroso de Carcavelos “Conde de Oeiras”, com marca registada em 2006, o Executivo camarário aprovou a criação da Confraria do vinho de Carcavelos, uma associação que irá zelar pela dinamização da região demarcada, através de acções que associem o vinho ao desenvolvimento turístico, cultural e ambiental do território onde é produzido.
Com um teor alcoólico que ronda os 15 a 20 por cento, o vinho de Carcavelos é um dos poucos vinhos generosos nacionais, categoria que partilha com vinhos como o Porto, o Madeira e os moscateis de Setúbal e Favaios.
Esta medida vem criar condições para que esta marca emergente da Região Demarcada de Carcavelos seja devidamente promovida nacional e internacionalmente, no sentido de que a sua comercialização venha a atingir retorno.
De facto, ao longo dos anos, a autarquia, em parceria com o Ministério da Agricultura, tem envidado todos os esforços no sentido da protecção do vinho de Carcavelos, de renome internacional e tradição secular, que conheceu o seu apogeu durante o reinado de D. José I (Séc. XVIII), sob grande dinamismo do 1º Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Mello.
As autarquias de Oeiras e Cascais têm investido na preservação e manutenção da vinha já existente, na plantação de nova área e na recuperação do edificado – em particular no Casal da Manteiga -, dotando-o de condições de funcionalidade, ou seja um edifício e equipamento apropriado.
A partir de 2001, a produção de Vinho licoroso de Carcavelos, que antes era feita na Estação Vitivinícola de Dois Portos, passou a fazer-se na adega do Casal da Manteiga, uma estrutura do séc. XVIII integrada na Quinta do Marquês de Pombal, sendo a produção partilhada em partes iguais pela autarquias e pela empresa L-INIA, que outrora foi a Estação Agronómica.
"As quantidades produzidas desde então têm aumentado substancialmente. Se em 2001 foram produzidos 7.050 litros, nas campanhas dos anos de 2007 37.100 litros e 2008 28.230 litros obtiveram-se produções que superaram todas as expectativas.
Este facto forneceu indicadores sólidos de que a manutenção da estratégia adoptada assegurará manter quantidades e qualidade que sustentam os objectivos traçados pelo Município de Oeiras, que visam assegurar a regularidade da produção, suportada nos processos que lhe estão associados: manutenção, expansão, regeneração da vinha, vindima, vinificação, envelhecimento, engarrafamento, comercialização, investigação e promoção." segundo comunicado de imprensa.
Também no vizinho concelho de Cascais, a que hoje pertence a freguesia de Carcavelos, o vinho continua a ser produzido na Quinta da Ribeira de Caparide, no Mosteiro de Santa Maria do Mar e nas quintas privadas da Samarra e dos Pesos.
Relativamente à área de Vinha, refira-se que actualmente é de mais de 12ha. Para os próximos dois anos a autarquia espera alargar a vinha em 7ha, totalizando em 2012 20ha.
A par da criação da Confraria do vinho de Carcavelos, 2009 ficará também marcado pelo lançamento da marca Conde de Oeiras e pelo início da respectiva comercialização.
O município de Cascais tem também em curso um projecto de construção do Museu da Vinha e do Vinho de Carcavelos, na antiga Adega da Quinta do Barão.
A Cerimónia de Entronização da Confraria do Vinho de Carcavelos tem lugar no próximo sábado, dia 28 de Novembro, em Oeiras. O Encontro dos Confrades está marcado para as 10:00, nos Paços do Concelho.
Como Grão-Mestre, Isaltino Morais e como Mestre Conselheiro, António Capucho.
Esta Cerimónia decorre ao longo do dia, com passagem por vários locais da Vila de Oeiras e do programa faz parte, também, um Carcavelos de Honra aberto à população, marcado para as 12:30, no Largo 5 de Outubro de Oeiras.
in jornal hardmusica
sábado, 14 de novembro de 2009
Villa romana de Freiria em S.Domingos de Rana
José d’Encarnação alertou para os actos de vandalismo praticados nesta vila no início do ano e frisou que “a Villa Romana da Freiria não pode ser descurada e precisa de novos pólos atractivos de forma ordenada, para que seja valorizada”.
Por este motivo foi elaborado um Plano de Pormenor para a área envolvente da Villa Romana de Freiria que prevê a “criação de redes de água e saneamento, bolsas de estacionamento, novas vias rodoviárias, espaços verdes, um complexo escolar, equipamentos desportivos, zonas de comércio e serviços, um centro interpretativo da zona e um pequeno museu de sítio”.
“Queremos tornar o lugar arquitectonicamente mais bonito e agradável para os visitantes e creio que, com este projecto, a Villa de Freiria tornar-se-á um dos mais importantes vestígios romanos da Península Ibérica”, afirmou o responsável, à margem das jornadas sobre o património de Cascais, que decorrem durante o dia de hoje, em Cascais.
Contudo, o arqueólogo sublinhou que “só no final do ano, depois de ser levado a Assembleia Municipal, é que o projecto poderá ser aprovado e começar a ser desenvolvido na prática”.
Actualmente, na Villa Romana de Freiria, que antigamente seria uma vila agrícola, pode verificar-se a existência de ruínas em bom estado de conservação de termas (mais tarde transformadas em indústria), celeiros, lagares, casas com lareiras e um edifício com pelos menos um andar e que serviria como miradouro.
A assinalar os 20 anos da Associação Cultural de Cascais, José d’Encarnação revelou ainda que o que mais o impressionou foi o crescente aumento do número de pessoas a aderir às iniciativas culturais, defendendo que isso prova um ”crescente interesse pela história e cultura de Cascais”.
“Claro que a autarquia ajudou a projectar as nossas iniciativas culturais, o que permitiu mostrar o nosso trabalho e despertar o interesse nos curiosos”, acrescentou .
José d’Encarnação explicou ainda que a Associação Cultural de Cascais tem vindo a dirigir a sua actividade no domínio do património arqueológico, edificado e imaterial, destacando-se a preocupação em preservar as estações arqueológicas que existiam e a arquitectura do interior do concelho, bem como a divulgação de publicações de textos de poetas populares sobre o património.
Nas jornadas do “Património de Cascais”, que decorrem no Centro Cultural de Cascais foram debatidos temas como “Património vegetal de Cascais”, “Investigação sobre a Pré-história de Cascais” e “O Maravilhoso de Cascais”, entre outros.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Encontrados mapas da costa de Cascais do século XVI

A historiadora e arqueóloga Margarida Magalhães Ramalho descobriu em Madrid e Roma mapas do século XVI que revelam informações, até agora desconhecidas, sobre as fortificações da costa de Cascais durante o período filipino em Portugal (1580-1640).
As informações das fortificações de Cascais nestes mapas, no período que antecede a invasão espanhola comandada pelo duque de Alba, «reflecte a importância estratégica que terá tido na defesa de Lisboa», disse à Lusa Margarida Ramalho.
Há mais de 20 anos a estudar as fortificações cascalenses, a historiadora encontrou nos arquivos espanhóis da Casa dos Duques de Alba e num arquivo militar italiano na cidade de Roma, duas plantas cartográficas anónimas, do século XVI, até agora desconhecidas.
A especialista revela ainda que «a planta mostra a fortaleza de Nossa Senhora da Luz e o antigo castelo da vila, um forte provisório de madeira, mandado construir no tempo dos governadores».
Em Junho deste ano, conseguiu ter acesso a um álbum de cartografia do século XVI (Atlante), que continha mapas de fortificações de vários países, entre os quais Portugal, onde constava uma planta da fortaleza de Nossa Senhora da Luz.
«O interessante é que, a par de uma outra planta da Torre do Outão, em Setúbal, são as únicas fortalezas portuguesas descritas num importante Atlante onde se encontram desenhadas fortificações de vários países», afirmou a historiadora.
«O facto de estarem retractados apenas estes dois fortes demonstra a importância estratégica que Cascais e Setúbal tinham na defesa marítima de Lisboa», frisou a investigadora.
As informações das fortificações de Cascais nestes mapas, no período que antecede a invasão espanhola comandada pelo duque de Alba, «reflecte a importância estratégica que terá tido na defesa de Lisboa», disse à Lusa Margarida Ramalho.
Há mais de 20 anos a estudar as fortificações cascalenses, a historiadora encontrou nos arquivos espanhóis da Casa dos Duques de Alba e num arquivo militar italiano na cidade de Roma, duas plantas cartográficas anónimas, do século XVI, até agora desconhecidas.
A especialista revela ainda que «a planta mostra a fortaleza de Nossa Senhora da Luz e o antigo castelo da vila, um forte provisório de madeira, mandado construir no tempo dos governadores».
Em Junho deste ano, conseguiu ter acesso a um álbum de cartografia do século XVI (Atlante), que continha mapas de fortificações de vários países, entre os quais Portugal, onde constava uma planta da fortaleza de Nossa Senhora da Luz.
«O interessante é que, a par de uma outra planta da Torre do Outão, em Setúbal, são as únicas fortalezas portuguesas descritas num importante Atlante onde se encontram desenhadas fortificações de vários países», afirmou a historiadora.
«O facto de estarem retractados apenas estes dois fortes demonstra a importância estratégica que Cascais e Setúbal tinham na defesa marítima de Lisboa», frisou a investigadora.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



